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Samba Popular Brasileiro – 2011
Em 2011 Augusto lançou seu quarto álbum, SPB – Samba Popular Brasileiro: um repertório inesgotável de grandes canções, sincopadas, dois por quatro (2/4).
Essa é a síntese: a MPB sempre devotou flores a este oceano inesgotável chamado samba. SPB costura afinidades pouco imaginadas. A voz de Augusto, a linha a executar tal tarefa – sua música sempre reverberou as filigranas melódicas da MPB e a cadência inigualável do samba. Samba Popular Brasileiro é uma elegia aos novos bambas que ampliaram o nosso riquíssimo cancioneiro. Um amplo e conhecido repertório de clássicos assobiáveis que estão em nossos corações e mentes. Além de nossos quadris.
Participações Especiais
Roberto Marques | trombone (faixas 1, 2 e 9)
Márcio Almeida | cavaquinho (faixa 3, 4, 9)
Luciano Fogaça | congas (faixas 3, 10)
Israel Meirelles | gaita (faixas 5, 7)
Zé Paulo Becker | violão (faixa 8)
Yuri Guedelha | flauta (faixa 8)
Confira as letras das músicas:
01. PASSARELA
Carlos Dafé
Se você gosta de samba
Vem correndo, vem sambar
Carnaval se faz presente
E a cuíca vai roncar (mas…)
Se você gosta de samba
Vem correndo, vem sambar
Carnaval se faz presente
E a cuíca vai roncar (mas…)
Na passarela eu vou, eu vou sapatear
Pensando nela eu vou
E a minha escola vai ganhar
Na passarela eu vou, eu vou sapatear
Pensando nela eu vou
E a minha escola vai ganhar
Se você gosta de samba
Vem correndo, vem sambar
Carnaval se faz presente
E a cuíca vai roncar (mas…)
Se você gosta de samba
Vem correndo, vem sambar
Carnaval se faz presente
E a cuíca vai roncar (mas…)
Na passarela eu vou, eu vou sapatear
Pensando nela eu vou
E a minha escola vai ganhar
Na passarela eu vou, eu vou sapatear
Pensando nela eu vou
E a minha escola vai ganhar
02. SAMBA DO AVIÃO
Tom Jobim
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar, praia sem fim
Rio, você foi feito pra mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós pousar…
03. DOIS DE FEVEREIRO
Dorival Caymmi
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
04. CONSOLAÇÃO
Baden Powell e Vinícius de Moraes
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
Se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Melhor era tudo se acabar
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa do amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca
Teve mais, mais do que eu…
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
Se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Melhor era tudo se acabar
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa do amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca
Teve mais, mais do que eu…
05. AQUELE ABRAÇO
Gilberto Gil
O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, fevereiro e março
Alô, alô, Realengo – aquele abraço!
Alô, torcida do Flamengo – aquele abraço!
Chacrinha continua balançando a pança
E buzinando a moça e comandando a massa
E continua dando as ordens no terreiro
Alô, alô, seu Chacrinha – velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha, Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha – velho palhaço
Alô, alô, Terezinha – aquele abraço!
Alô, moça da favela – aquele abraço!
Todo mundo da Portela – aquele abraço!
Todo mês de fevereiro – aquele passo!
Alô, Banda de Ipanema – aquele abraço!
Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu – aquele abraço!
Pra você que meu esqueceu – aquele abraço!
Alô, Rio de Janeiro – aquele abraço!
Todo o povo brasileiro – aquele abraço!
06. SAMBA E AMOR
Chico Buarque
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna, a nossa cama reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade, que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã.
07. FEITIO DE ORAÇÃO
Noel Rosa e Vadico
Quem acha vive se perdendo
Por isso agora eu vou me defendendo
Da dor tão cruel desta saudade
Que, por infelicidade,
Meu pobre peito invade
Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia
Por isso agora lá na Penha
Vou mandar minha morena
Pra cantar com satisfação
E com harmonia
Esta triste melodia
Que é meu samba em feito de oração
O samba na realidade não vem do morro
Nem lá da cidade
E quem suportar uma paixão
Sentirá que o samba então
Nasce do coração.
08. VOCÊ NÃO ENTENDE NADA
Caetano Veloso
Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a coca-cola eu tomo
Você bota a mesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você não está entendendo
Quase nada do que eu digo
Eu quero ir-me embora
Eu quero é dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com suita eu tomo
Bota a sobremesa eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você tem que saber que eu quero correr mundo
Correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
09. DESESPERAR JAMAIS
Ivan Lins
Desesperar, jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas, não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada, nada
Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer valer o dito popular
Desesperar, já… mais…
Cutucou por baixo, o de cima cai desesperar, jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais
Cutucou por baixo, o de cima cai desesperar, jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais
Cutucou por baixo, o de cima cai desesperar, jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais
10. O RONCO DA CUÍCA
João Bosco
Roncou, roncou
Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome
Alguém mandou
Mandou parar a cuíca
É coisa dos home
A raiva dá pra parar, pra interromper
A fome não dá pra interromper
A raiva e a fome é coisa dos home
A fome tem que ter raiva pra interromper
A raiva é a fome de interromper
A fome e a raiva é coisa dos home
É coisa dos home
É coisa dos home
A raiva e a fome
Mexendo a cuíca
Vai ter que roncar
11. O PODER DA CRIAÇÃO
João Nogueira e Paulo César Pinheiro
Não, ninguém faz samba só porque prefere
Força nenhuma no mundo interfere
Sobre o poder da criação
Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito
Nem se refugiar em lugar mais bonito
Em busca da inspiração
Não, ela é uma luz que chega de repente
Com a rapidez de uma estrela cadente
Que acende a mente e o coração
É, faz pensar
Que existe uma força maior que nos guia
Que está no ar
Vem no meio da noite ou no claro do dia
Chega a nos angustiar
E o poeta se deixa levar por essa magia
E um verso vem vindo e vem vindo uma melodia
E o povo começa a cantar!
No Meio da Banda | 2007
Jovem cantor carioca, porém com longa estrada percorrida na MPB, Augusto Martins lança “No Meio da Banda”, seu terceiro CD. Depois da estreia em 1997, cantando Cartola, Luiz Melodia e Chico Buarque, e de ter se desdobrado sobre a obra do compositor alagoano em “Canta Djavan”, com participações de Leila Pinheiro, Beth Carvalho e Yamandú Costa, o intérprete segue a linha evolutiva da MPB gravando pérolas inéditas de craques como Ivan Lins, Moacyr Luz e Eduardo Gudin/Fatima Guedes, que estreiam nova parceria.
Ficha Técnica
Concepção e Direção Artística: Augusto Martins e Braulio Neto
Produção: Augusto Martins
Direção Musical: Paulo Malaguti (Pauleira)
Gravado nos estúdios Mills, por Marcelo Yvson e Clower Curtis e estúdio Toca da Raposa (piano), por Daniel Vasques
Auxiliar de Estúdio: Yuri Eiras
Mixado por Paulo Brandão no Brand Estúdio
Confira as letras das músicas:
01. ELA
Augusto Martins / Gustavo Martins
Acordei pra ela
Totalmente inundado
Ilusões que vem
Num cheiro amendoado
Ela é um manifesto
Beleza intensa solta
Me acalma o verso
E me corrompe o nexo
Um abraço morno no olhar
Ela é tudo que há, ela, não dá pra explicar
Pra abrir a cor
Ela é minha alvorada
Pra espantar a dor
Ela é minha toada
Ela, raro paladar
Ela me vem devagar
Não é proibido sonhar
Depressa que amor não sabe esperar
Ela, não sei o que há
Nessa ninguém vai ganhar
Não adianta avisar
Dos riscos, rasgos e visgos de amar
Participação especial: Gustavo Martins – violão
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão aço e nylon: Zé Carlos
Baixo acústico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
02. NO MEIO DA BANDA (para Pedro Luis)
Elisa Lucinda
Eu desejei uma chuva de luzes pra te abraçar
Criei sóis e dilúvios pra que te esqueças dessa dor
Olha meu amor o mundo dói, só numa banda,
Do outro lado é samba, do outro lado é samba
Eu desejei um jardim de vaga-lumes pra te iluminar
Criei novos costumes pra que não te percas neste teu chorar
Olha meu amor o mundo dói, só numa banda
Do outro lado é samba, do outro lado é samba
Eu desejei uma pandeiro e um violão pra você tocar
Criei um soneto, um poema, uma canção pra você cantar
Olha meu amor a vida dói, só numa parte
Do outro lado é arte, do outro lado é arte
Eu desejei um par de palavras pra te agasalhar
Criei peão de menino, uma rede, uma corda pra você brincar
Olha meu amor o mundo dói, só numa banda
Do outro lado é samba, do outro lado é samba
Olha meu amor a vida dói, só numa parte
Do outro lado é arte, do outro lado é arte
Olha meu amor o mundo dói, só numa banda
Do outro lado é samba, do outro lado é samba
Olha meu amor a vida dói, só numa parte
Do outro lado é arte
E eu vim te buscar
Fragmento do poema “ Libação“ de Elisa Lucinda:
“A vida não tem ensaio
mas tem novas chances.
Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!”
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão e cavaquinho: Zé Carlos
Baixo elétrico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
03. BOLERO DOS ANJOS
Francisco Blanco / João Donato
Fico de braços abertos esperando o regresso
Desse imenso amor que não toca o chão
Peço às flores um arranjo pra cobrir suas pegadas
Me esquecendo que um anjo não as deixa não
Pego suas asas pra que eu possa voar feito arcanjo
Não vejo outra maneira de você me aceitar
Por hora meu peito é um templo aberto às fieis
Porém meus dedos esperam de volta os anéis
Participação especial: João Donato – arranjo e piano elétrico
Baixo elétrico: Ney Conceição
Bateria: Vitor Bertrami
Gaita: Israel Meirelles
04. CAVALEIRO DAS MARÉS
Moacyr Luz / Paulo César Pinheiro
Quando o velho pescador tombou
Do pontão da proa
Todo mundo veio e arrodeou a canoa
A espuma do mar beijou-lhe os pés
Ele é o cavaleiro das marés
Não vai mais arrastão na areia
Pescador cansado foi dormir
No colo da sereia
Tem que cumprir seu desejo, o herdeiro
Quem vive no mar dá pro mar seu saveiro.
Ninguém vai jogar mais peixe ‘bão’
Pro mergulhão que voa
E a mulher não vai mais esperar a canoa
O seu corpo será lançado ao mar
Na mortalha da rede de pescar
Lá se foi a procissão de velas
Pescador que é filho de Iemanjá
Foi se encontrar com ela
E um menino olhando o céu, jura que viu no céu bem cedo
Ele na canoa azul de São Pedro
Participação especial: Moacyr Luz – arranjo e violões
Sax soprano: Mário Sève
05. CARTA DE ADEUS
Ivan Lins / Paulo César Pinheiro
Depois que você, você me deixou
O meu dia-a-dia ficou assim
Esqueço de aguar meu xaxim de flor
No jarro secou meu pé de alecrim
Me canso de andar pelo corredor
Viver sem você ficou tão ruim
Me devolve a vida
Vem, volta, amor, pra mim
Depois que você, você me deixou
A carta de adeus eu releio, sim
E ligo de noite o meu gravador
Com Chico cantando o seu “Folhetim”
E choro outra vez de saudade e dor
Do amor que eu pensei que não tinha fim
Me devolve a vida
Vem, volta, amor, pra mim
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Baixo elétrico: Ney Conceição
06. A LEI
Fred Martins
Guarde a lembrança do que ficou
Mas nada além
Pois se esqueces hoje não tem valor
As promessas que em vão jurei
Se as mesmas juras de amor quebrei
Fazer as vezes de um sofredor
Não cabe a quem
Nos enganos já se fez sabedor
De que nunca fugirá à lei
No instante em que declina o amor
Pensar que se desfez a solidão
E logo ver que não foi dessa vez
Daquela música, que então nos embalou
Hoje nem sombra, nem vulto
Participação especial: Fred Martins – violão
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Baixo acústico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
07. OTT’OEUTÔ
Mário Lago Filho
Ô Otto eu tô misturando o samba de Rio e Recife
Mostrando que temos cacife pra cantar partido no terreiro
Ô Otto eu tô reunindo toda gangue
Um pouco do Cristo com um pouco do mangue
Verdadeiro sangue brasileiro
De fato, é fato no trato do som do batuque
A gente se entrega e carrega no muque
A sina e o prazer de nascer e viver nessa nação
Não erra quem gosta e aposta no coro da massa
A força do povo põe fogo na praça
É raça estandarte e brasão
Não erra quem gosta e aposta no coro da massa
A força do povo põe fogo na praça
É raça estandarte e brasão
Ô Otto eu tô
Passo, passei Madureira, Jacarepaguá
Dei um pulo na Muda, na Praça Mauá
Dancei gafieira e amanheci na Mangueira
Ô Otto eu to reunindo toda gangue
Um pouco do Cristo com um pouco do mangue
Verdadeiro sangue brasileiro
Fui lá no Capibaribe, embebi Beberibe
A benção à Lia, a rainha da ilha
Eu vou me acabar no buraco do Otília, eu vou
Participação especial: Otto
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão nylon, violão de 12 e cavaquinho: Zé Carlos
Baixo elétrico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
Coro: Gustavo Martins, Paulo Malaguti, Sônia Martins e Tania Puga
08. LAGAMAR
Israel Meirelles / Augusto Martins
Desse tal de mar não sei
Eu só sei que nada sei
Em Lagamar eu lá sou rei
Vou te falar de uma saudade
Da saudade que me dá do seu luar no meu olhar
Do seu luar
Eu agora vou contar
De tudo o que se dá
Na lindeza do lugar
Vou te falar de uma saudade
Da saudade que me dá do seu luar no meu olhar
Do seu luar
Alegria vai voltar com você
Na beleza de ver Lagamar
Calma da tarde cintilante a brilhar
Não sei que mais eu vou fazer
Não sei nem mais pra que esse tal de mar
O destino dessa água é mostrar pra você
Que mais além é bom
E foi de lá que eu vim
Eu vou cantar no tom
E faça isso por mim, vem
Vem pra Lagamar
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão nylon e de 12 cordas: Zé Carlos
Baixo elétrico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
09. TREM
Paulinho Athayde / Augusto Martins
Outro dia, saí do Méier, peguei um trem até Japeri
Lá saltei e um ônibus de “dois conto” me levou a Paty
Eu só sabia como ia, eu não lembrava mais não
Há muito tempo eu não andava de trem
Eu só sabia como ia, eu não lembrava mais não
Que a tristeza anda lá dentro também
Sacode um lado, sacode o outro
Sacode um resto de esperança quem tem
E vai chegar que nem biscoito de fim de feira, quebradinho no trem
Quando eu olhava, eu tudo via e tanta coisa que me vinha
E balançava e já não via ninguém
E do meu lado, um passageiro de olhar tão ligeiro
Voava alto, andava mais que o trem
Todo dia, dia de lida, segue na vida, confiança quem tem
De voltar no fim do dia no amassado sambalanço do trem
É tudo junto, amontoado e cada um pro seu lado
Vai chacoalhando com sua solidão
No parador, no direto, baldeação no concreto
E cada sonho vai enchendo o vagão
Participação especial: Paulinho Athayde – violão
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão nylon e aço: Zé Carlos
Baixo elétrico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
Sax soprano: Mário Sève
10. SUBLIME
Fátima Guedes / Eduardo Gudin
Eu sinto prazer na sua companhia
Eu gosto do jeito de você falar
Sonhar acordada já virou mania
Espero você chegar, começa no peito essa taquicardia
Porque essa alegria quer se revelar
Mas sustentar o olhar é uma ousadia
Que eu ainda não posso experimentar
Escute o meu coração, lembre do meu rosto
Desfrute a minha voz, gaste o tempo que quiser
Pra pensar em nós
Só não vá decidir, sublimar o que é sublime
Sublimar o que é sublime, sublimar o que é sublime
Nosso amor é destino que se redime
Não ver a vida passar meu amor é crime
Não ver a vida passar meu amor é crime.
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão: Zé Carlos
Baixo acústico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
Gaita: Israel Meirelles
11. BOA TARDE, AMOR
Elisa Lucinda / Augusto Martins / Paulinho Athayde
É melhor não mexer com essa dor
Parece tolice o que você me disse
Mas me machucou
Parece besteira
Mas dá uma tristeza
Gastar esta tarde
Sem gestos de amor
É melhor não mexer com essa dor
Com o céu azul assim no estampado
Com as matas rompendo concreto com seu rendado
Em meio à cidade
Do sonho e do vício
Do trânsito do edifício
Não acho difícil
A gente reparar – na beleza
A gente achar – a beleza
A gente eleger – a beleza
A gente ficar – na beleza
Pra gente mirar – a beleza
Então por favor
É melhor não mexer com essa dor
Parece descaso
Mas é um estrago
Passar essa tarde
Mexendo no horror
Parece loucura
Mas é uma tortura
Matar essa tarde
Lembrando o terror
É melhor não mexer com essa dor
Com o dia rolando assim lindo e calado
Com as notas musicais de um teclado
Em meio a cidade do oficio e do riso
De afeto e do lixo
Não acho difícil
A gente pescar – a beleza
A gente sacar – a beleza
A gente firmar – na beleza
A gente espiar – a beleza
A gente se amar – na beleza
Então por favor,
É melhor não mexer com essa dor
Parece mentira
Mas dá ziquezira
Roer esta tarde
Com ódio e bolor
Parece bobagem
Mas é sacanagem
Perder esta tarde
Brindando o rancor
É melhor não mexer com essa dor
Que a tarde é linda
Que a tarde é boa
E antes que seja tarde
Boa tarde amor
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão: Zé Carlos
Baixo acústico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
12. HELENA
Augusto Martins / Israel Meirelles
Mesmo que não me escutes
E que não me desculpes
E que não me perguntes
Mesmo que jamais regresses
E que não me encares
Não ouças minhas preces
Mesmo que não me respondas
E que jamais me julgues
Nem tampouco me ames
Mesmo que não me percebas
E também não me entendas
E que já nem me vejas
Helena, eu sigo a procurar
Sinais, pedaços e trilhas do amor
Sem perceber que eu já te perdi
Ou que já me perdi
Mesmo que eu te implore
E que te siga os passos
E que te beije os pés
E que eu também perdoe
Ah! Mesmo que eu enlouqueça
E que reapareças
Nas minhas digitais
Helena, te fiz essa canção
Pra me perder vagando em versos
Sem perceber que eu já te perdi
Ou que já me perdi
Mesmo que não ouças
E nem me vejas
Não desapareças
Pra além de mim
Participação especial: Israel Meirelles – gaita
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão: Zé Carlos
Baixo acústico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
13. MÚSICA, SIM
Paulo Malaguti
Esperar a partida da flecha, encantada inspiração
Abraçar o abismo, abraçar o vazio, a imensidão
Decantar a viagem da voz de inquieto coração
Bobagem, canções se parecem com crianças, tantas
Violino, cavaco, maraca, trompete, acordeon
Clarinete, piano, pandeiro, assovio, violão
Toda sorte de afeto que o vento me sopra na canção
estará carregando esse mundo pelo avesso, sempre
E só Deus dará,
Ele há de escutar
O sorriso da música assim
Se Ele é todo ouvidos afinados
Confiar na beleza do dom da nobreza da paixão
Na musa
Sou apaixonado por você
Ó musa
Sou apaixonado por você
Ó musa
Se eu amo tanto
Você
Vai mais longe que o tempo
Vai mais longe que o sentimento
Está mais perto do nosso velho coração
Participação especial: Vinícius Martins (voz, “na musa”)
Arranjo e piano acústico: Paulo Malaguti (Pauleira)
Violão nylon e doze: Zé Carlos
Baixo elétrico: Ney Conceição
Percussão: Edu Szajnbrum
Coro: Gustavo Martins, Paulo Malaguti, Sônia Martins e Tania Puga
Augusto Martins Canta Djavan | 2001
O disco flagra um cantor debruçado sobre uma obra de horizonte infinito, onde foi possível abraçar convidados e amigos ilustres como Beth Carvalho e Seu Jorge, Leila Pinheiro e João Donato, Aquarela Carioca, Fátima Guedes, Yamandú Ney Conceição e tudo isso acompanhado por um time de músicos de primeiríssima linha.
Produção e Concepção: Augusto Martins
Direção Musical: Paulo Malaguti
Direção Artística: Braulio Neto e Augusto Martins
———————————————————————-
O nome do CD é imediato “Augusto Martins canta Djavan”. Ao contrário de sua audição pois o cd traz quatorze faixas, que se transformam em territórios livres para questionar limites estéticos. E como!
Depois do aplaudido disco de estréia que trazia seu nome na capa, de 1997, quando já relia as dijavanescas “Muito obrigado” e “Samba dobrado”, o cantor – coisa rara no país onde pululam canárias e compositores – perseguiu outras nuances criativas de um dos maiores autores da MPB, transcrevendo com a voz este universo de caligrafia tão singular.
Bases acústicas norteiam quase todo o trajeto do trabalho. Mas aqui e ali pontuam gaita – vide a interpretação endiabrada já na abertura, “Sina”; cello rascante na desacelerada “Eu te devoro”; violão de aço, timbre árido, em “Lambada de serpente”.
Mas o CD subverte expectativas quando, de forma sutil, também apresenta grooves eletrônicos, tanto em “Flor-de-lis”, que encerra os trabalhos, quanto na faixa bônus, um remix de “Eu te devoro”.
“Augusto Martins canta Djavan” flagra um cantor debruçado sobre uma obra de horizonte infinito, onde foi possível abraçar convidados e amigos ilustres sob o olhar do alagoano.
Na dobradinha dos sambas “Capim/Beiral”, Beth Carvalho e Seu Jorge. “Desejo” traz João Donato ao piano e o auxílio-luxuoso de Leila Pinheiro. Afinação que se estende ao encontro com o Aquarela Carioca em “Dou-não-dou”. Encerrando a estação das parcerias, “Outono” traz à superfície o timbre profundo de Fátima Guedes num diálogo emoldurado pelo violão de Yamandú.
Em “Augusto Martins canta Djavan” as faixas se sucedem feito trilha sonora diante do ouvinte _ cenários em uma bela tela. O som repercute, o cantor pinta e borda no primeiro trabalho dedicado à obra deste autor feito por um único intérprete.
Bem, sobre o time de músicos que secunda tais melodias vocais e toda produção desse disco é melhor conferir escutando o disco. Braulio Neto
Confira as letras das músicas:
01. SINA
Djavan
Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome pra poder falar de amor
Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz
A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon
O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom
Arranjo: Israel Meirelles e Paulo Malaguti
Violões aço: Paulo Muylaert
Baixolão: Bombom
Percussão: Edu Szajnbrum
Gaita: Israel Meirelles
Vocais: Augusto Martins
02. ASA
Djavan
A manhã me socorreu com flores e aves
Suaves, soltas, em asa azul
Borboletas em bando
Diz que pedra não fala
Que dirá se falasse
Eu, Ana? Me ama
Me queima na sua cama
O veludo da fala
Disse: Beijo, que é doce
Me prende, me iguala
Me rende com sua bala
Se disfarce de Zeus
De Juruna na deusa
Azul
Se me comover
Eu já sei que é tu
Claridade de um novo dia
Não havia sem você
Você passou, eu me esqueci
O que ia dizer
O que há pra falar
Onde leva essa ladeira
Que tristes terras vencerá
Um intérprete tocando Blues?
O que há pra falar, onde leva essa ladeira
Que tristes terras vencerá
Um intérprete inventando Blues?
O que há pra falar, onde leva essa ladeira
Que tristes terras vencerá
Um intérprete delirando no Blues?
Arranjo: Augusto, Ney e Edu
Baixo elétrico: Ney Conceição
Pandeiro: Edu Szajnbrum
03. EU TE DEVORO
Djavan
Teus sinais
Me confundem
Da cabeça aos pés
Mas por dentro
Eu te devoro,
Teu olhar
Não me diz exato
Quem tu és
Mesmo assim
Eu te devoro…
Te devoraria
A qualquer preço,
Porque te ignoro,
Te conheço,
Quando chove ou
Quando faz frio,
Noutro plano
Te devoraria
Tal Caetano
A Leonardo DiCaprio…
É um milagre,
Tudo que Deus criou
Pensando em você,
Fez a via-láctea
Fez os Dinossauros,
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu,
Sem contar os dias
Que me faz morrer,
Sem saber de ti
Jogado à Solidão,
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida
Não! Não!
Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você.
Arranjo: Paulo Malaguti
Cello: Lui Coimbra
Violão aço e guitarra: Marcus Nabuco
Violão nylon: Gustavo Martins
Baixo acústico: Dôdo Ferreira
Percussão: Edu Szajnbrum
04. DESEJO
Djavan
Você nem sabe
O que é uma vida reduzida à paixão
Daí, tudo é ilusão
Tudo é ilusão
Sentir saudade
Prender uma vida
Pela respiração
Assim, tudo é ilusão
Tudo é ilusão
Se queixa em não ter o mar à mão
Com esse calor o dia é dor
Se queixa do nada que tiver
Não que se possa tudo querer
nem tudo é o que se quer
Amor, amor
Plantado ao coração
Foi brotar de um beijo
Aí já não é ilusão
É o meu desejo
Participação especial: Leila Pinheiro e João Donato
Arranjo e piano acústico: João Donato
Gaita: Israel Meirelles
Guitarra: Ricardo Silveira
Baixo: Ney Conceição
Bateria e percussão: Robertinho Silva
05. AÇAÍ
Djavan
Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração,
Coração
Sangrando todas palavras são
A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si
Açaí, guardiã
Zum de besouro um ímã
Branca é a tez da manhã
Açaí, guardiã
Zum de besouro um ímã
Branca é a tez da manhã
Arranjo: Paulo Malaguti
Violão nylon: Gustavo Martins
Violão aço: Marcus Nabuco
Percussão e loop: Edu Szajnbrum
Baixo acústico: Dôdo Ferreira
Gaita: Israel Meirelles
06. AZUL
Djavan
Eu não sei
Se vem de Deus
Do céu ficar azul
Ou virá
Dos olhos teus
Essa cor
Que azuleja o dia…
Se acaso anoitecer
E o céu perder o azul
Entre o mar e o entardecer
Alga marinha, vá na maresia
Buscar ali um cheiro de azul
Essa côr não sai de mim
Bate e finca pé
A sangue de rei…
Até o sol nascer amarelinho
Queimando mansinho
Cedinho, cedinho (cedinho)
Corre e vá dizer
Pro meu benzinho
Um dizer assim
O amor é azulzinho…
Até o sol nascer amarelinho
Queimando mansinho
Cedinho, cedinho cedinho
Corre e vá dizer
Pro meu benzinho
Um dizer assim
O amor é azulzinho…
Arranjo: Israel Meirelles e Paulo Malaguti “Pauleira”
Violões de aço e nylon: Paulo Muylaert
Baixo acústico: Augusto Matoso
Percussão: Edu Szajnbrum
Trombone: João Luiz
Trompete: Newton Rodrigues
07. ME LEVE
Djavan
Quem mandou me seduzir ?
Se você for, me leve daqui
Pra onde vá
Eu agora sou seu par
Quando sair, me leve com você
Então não vá
Hoje quando eu fui te ver, bem
Lembrando as coisas mais banais
Parei lá no lugar, você já não tava mais
Rio de Janeiro secou
Ou não? Quem sabe eu esqueci você noutro lugar?
Sei lá, Guarapari…
Tudo que era azul ficou down
Que mau não ter você ali
Ninguém me viu chorar, mas tá doendo
Arranjo e teclado: Paulo Malaguti “Pauleira”
Violão aço e guitarra: Paulo Muylaert
Sax: Peter O”Neill
Baixo elétrico: Ricardo Feijão
Bateria e percussão: Edu Szajnbrum
Vocais: Augusto Martins
08. LAMBADA DE SERPENTE
Djavan e Cacaso
Cuidar do pé de milho que demora na semente
Meu pai disse: “meu filho, noite fria, tempo quente”
Lambada de serpente à traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor
Do chão da minha terra, um lamento de corrente
Um grão de pé de guerra pra colher dente por dente
Lambada de serpente à traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor
Arranjo: Augusto Martins
Teclado: Paulo Malaguti “Pauleira”
Violão aço: Gustavo Martins
09. OUTONO
Djavan
Um olhar uma luz
Ou um par de pérolas
Mesmo sendo azuis
Sou teu e te devo por essa riqueza
Uma boca que eu sei
Não porque me fala lindo, e sim beija bem
Tudo é viável pra quem faz com prazer
Sedução, frenesi, sinto você assim
Sensual, árvore
Espécie escolhida pra ser a mão do ouro
O outono traduzir
Viver o esplendor em si
Tua pele um Bourbon
Me aquece como eu quero, sweet home
Gostar é atual, além de ser tão bom
Participação especial: Fátima Guedes
Arranjo e violão: Yamandú Costa
Arranjo e baixo elétrico: Ney Conceição
10. ESFINGE
Djavan
O mar vazou de uma paixão, atravessou meus olhos
Encheu a minha mão, caiu no chão em doces gotas de amor
Evaporou na noite, nublou o céu de estrelas
E derramou manhã
Se o amor sabe de tudo fazer,
Pode ter um jeito de acasalar
O canto do mar, com minha voz de cantor
E fazer do meu canto um brado tão fundo
Que só um grande amor atinge
Pra amolecer o mundo e seu coração de esfinge
Arranjo e teclado Paulo Malaguti “Pauleira”
Guitarra: Paulo Muylaert
Sax e flauta: Peter O”Neill
Baixo elétrico: Ricardo Feijão
Bateria e percussão: Edu Szajnbrum
11. DOU NÃO DOU
Djavan
Você me faz sofrer
E diz que chorar não faz mal a ninguém
Eu quero ver meu bem
Quando você vai querer crescer
Não vê que além de ti
Não existirá no mundo mais ninguém
Também se mais houver é loucura
Refaça e diga que me quer namorar, criatura do céu
E a gente faz amor quando tiver que acontecer
Se eu te desejo logo posso esperar
Que um dia vou ver a fera ronronar com doçura
Aí quem sabe a gente emenda
Aí quem sabe a gente vá
Depois da explosão do vem, meu bem, dou-não-dou
Se apaixonar
O tempo passa, o amor aumenta
E tudo passa a ser demais
E a sensação de conviver com a dor cai
Participação especial: Aquarela Carioca
Arranjo e teclados: Paulo Malaguti “Pauleira”
Guitarra: Paulo Muylaert
Sax soprano: Mário Sève
Percussão e looping: Edu Szajnbrum
Baixo elétrico: Ricardo Feijão
12. PEDRO BRASIL
Djavan
Sorria para mim meu Brasil, assim…
Ria largo do fundo, aqui
Ria aqui do nada
Não vá trair o seu dom de cair de pé
Logo agora que eu escrevi
Uma canção de fé
Atenção: quem descobriu o Brasil foi Pedro,
Quem libertou o Brasil foi Pedro
Quem construiu o Brasil foi Pedro
Quem descobriu… Quem libertou… Quem construiu…
Quem já se viu tanto Pedro viver assim
Feito coisa ruim, no ar
Bem fez Pedro lá no céu que aprendeu chover, estiar
E hoje tem grande poder prá lá, mas nada pode aqui
Arranjo e teclado: Paulo Malaguti “Pauleira”
Guitarra e violão aço: Paulo Muylaert
Violão nylon: Gustavo Martins
Baixolão: Ricardo Feijão
Bateria e percussão: Edu Szajnbrum
Harmônica: Israel Meirelles
13. CAPIM / BEIRAL
Djavan
Capim
Capim do vale, vara de goiabeira
Na beira do rio, paro para me benzer
Mãe d’água sai um pouquinho desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer
Pinheiros do Paraná que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará pitombeiras da Borborema
A ema gemeu no tronco do juremá
Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é deus mas acham que sim
Que fim levou o amor
Plantei um pé de fulô, deu capim
Beiral
Eu juro te querer
Enquanto o ouro do turno da tarde cair no beiral
Foi como eu disse a você sem lhe ter falado
Meu lado, luz acesa de pescador
Bom de mar, quer me ver sonhar
Traz a tua vida mais pra perto de mim
Tarde cai
E na descida se acabou de ver
O sol do lavrador
Brilhará, gritará na sua luz
Fez sinal que um dia desse deus dará em dobro
E finalmente se escondeu
A noite vem que vem e eu aí, mas
Não tava à toa, tava contente
Tava com meu bem no canto da mente
Participação especial: Beth Carvalho e Seu Jorge
Arranjo e violão: Josimar Monteiro
Trompete: Nelson Oliveira
Cavaquinho: Márcio Almeida
Baixo: José Luiz Maia
Bateria: Sérgio Vieira
Percussão: Thalamy
14. FLOR DE LIS
Djavan
Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será talvez que minha ilusão foi dar meu coração
Com toda força pra essa moça me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver com raiz de uma flor de Lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu
Arranjo e teclado: Paulo Malaguti “Pauleira”
Violão aço: Paulinho Athayde
Violão nylon: Gustavo Martins
Baixolão: Bombom
Percussão: Edu Szajnbrun
15. EU TE DEVORO (REMIX)
Djavan
Mixado e masterizado por Paulo Brandão no Brand Estúdio
Augusto Martins | 1997
No seu primeiro CD, gravado em 1997 pela Dabliú, Augusto apresenta um repertório com canções de Gonzaguinha, Luiz Melodia, Cartola, Baden Powell, Dori Caymmi, Chico Buarque, entre outros, além da participação de músicos consagrados como Paulo Malaguti, Vittor Santos, Marcelo Bernardes, Luiz Alves, Paulo Muylaert, Beto Cazes, Ovídio Brito, Josimar Monteiro e Dirceu Leite.
Direção Musical: Paulo Malaguti
Projeto Gráfico: Henrique Peixoto
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O samba, brasileirice máxima, permeia todo o CD: de João Nogueira e Paulo César Pinheiro em “Súplica” a Djavan em “Samba Dobrado” e “Muito Obrigado”; de Sombrinha, Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila em “O Show tem que Continuar” a Badem Powell e Vinicius de Moraes em “Pra que Chorar”.
O CD Reúne ainda a tradição e a modernidade: Cartola e Luiz Melodia. O primeiro aparece em “Cordas de Aço”, no arranjo primoroso de Josimar Monteiro com flauta de Dirceu Leite. O segundo é reinventado em “Mistério da Raça”.
Já a carioquice de Augusto aparece na inédita “Meu Rio” (Humberto Teixeira da Silva e Nelcy Noronha), que canta as belezas e paixões da Cidade Maravilhosa. A pluralidade do CD transparece ainda na forma dos arranjos: do minimalismo de “Meu Silêncio” (Cláudio Nucci) à vibração de “Pois é, seu Zé!” (Gonzaguinha).
Paulo Malaguti é um capítulo à parte. Augusto o conheceu através de sua professora de canto, Clara Sandroni. Sintonia fina desde o primeiro encontro. Paulinho “Pauleira”, como é chamado pelos amigos mais chegados, é pianista e arranjador de mão cheia. Sensível, quase silencioso e dedicado, com sua competente Direção Musical costurou esse caleidoscópio brasileiro.
Músicos? Primorosos. mais detalhes é melhor conferir no “FAIXA A FAIXA”.
Ficha Técnica:
Gravado no MM Estúdio (RJ) entre novembro de 1995 e julho de 96.
Masterizado no Estúdio Vison Digital por Renato Pinto.
Técnico de Gravação e Mixagem: Fabrízio de Francesco com participação de Paulo Brandão em “Muito Obrigado” e “Samba Dobrado”.
Produção e Arranjos: Paulo Malaguti, com exceção de “Nasci pra Sonhar e Cantar”, “Cordas de Aço” e “Súplica”, produzidas e arranjadas por Josimar Monteiro e “Hoje”, produzida e arranjada por Renato Alvim.
Direção Musical: Paulo Malaguti
Projeto Gráfico: Henrique Peixoto
Editoração Eletrônica: Elias Mello
Fotos: Vinícius Pequeno
Foto Beth Carvalho: Mariza Ebbres
Pois é, seu Zé – Editora Musical BMG Arabella Ltda.
Muito obrigado – Editora Musical BMG Arabella Ltda.
O show tem que continuar – Warner Chappell Edições Musicais Ltda.
Coração sem saída – EMI Music Publishing Brazil
Meu silêncio – Sony Music Publishing Brazil
Todo sentimento – EMI Music Publishing Brazil e Marola Edições Musicais Ltda.
Mistério da Raça – Warner Chappell Edições Musicais Ltda.
Nasci pra sonhar e cantar – Warner Chappell Edições Musicais Ltda.
Cordas de aço – EMI Music Publishing Brazil
Hoje – Editora Irmãos Vitale S. A.
Samba dobrado – Editora Musical BMG Arabella Ltda.
Pra que chorar – Editora e Importadora Fermata Ltda.
Meu Rio – Autorização direta dos autores
Súplica – Warner Chappell Edições Musicais Ltda.
Agradecimentos: Sônia, Alair, Eliete, Gustavo Martins, Beth Carvalho, Blanco, Clara Sandroni, Costa Netto, Elias Mello, Fabrízio, Henrique Peixoto, Israel Meirelles, Josimar Monteiro, Paulo Malaguti, Renato Alvim, Silvana, Túlio Feliciano, José Fernando Bastos, Alfredo Bip, Áurea Martins, Ângela Góes, Ana Braga, Cidinha e João Paulo, Cláudia Pessoa, Cláudia Drummond, Délcio Carvalho e Bertha, Didu Nogueira, Dylson Fonseca, Mariza Ebbres, Ricardo Vieira e Celma Padilha, Tércio Borges, Tônia e Alexandre, Valéria e Antônio Libório, Vinícius Pequeno.
Confira as letras das músicas:
01. POIS É, SEU ZÉ
Gonzaguinha
Quatro horas da manhã, é hora já
Vai trabalhar, levanta Zé
Cantagalo, Campo Grande, é Irajá
Qualquer lugar, se manda Zé
Pega o trem como dá
Como dá pra chegar,
Chegou às seis na Central
Amassar, amassou
Agora desamassar o sonho do coração
Vira o bolso do avesso
Tira a vida e olha que tudo tão igual
Madureira, Teresina, é Ceará,
Embariê ou Bananal
A seca já se acabou, a fome já terminou
O ano que vem já foi tão legal
O bom humor virá em suaves prestações
Pois é, falou no jornal
Liberdade, Paraíso ou Corumbá
Vai trabalhar, levanta Zé
Quatro horas da manhã, é hora já
Qualquer lugar se manda Zé
Arranjo e Teclado – Paulo Malaguti
Bateria – Edu Szajnbrum
Baixo Elétrico – Paulo Brandão
Violão e Guitarra – Paulo Muylaert
Percussão – Sidon Silva
02. MUITO OBRIGADO
Djavan
Obrigado por tudo quanto você me fez, por nada
Por nada se mata e morre de amor
Não quero parecer com nada no mundo porque
Apesar da entranha ferida de onde eu saí pro nada
Do nada também se nasce uma flor
Com todo seu poder de coloração e magia
Tudo isso é uma questão de saber, saber viver
Tudo isso é uma questão de amar pra entender
Tudo isso é uma questão de querer reconhecer
Que quem sabe tudo, nada a dizer
Nesse compasso, há espaço pra quem quis é viver
Muito obrigado, muito obrigado
Muito obrigado por tudo que eu tenho passado
Arranjo, Teclado e Baixo Sampler – Paulo Malaguti
Violão – Renato Alvim
Percussão – Beto Cazes
Sax Tenor – Marcelo Bernardes
03. O SHOW TEM QUE CONTINUAR
Sombrinha, Arlindo Cruz e Luis Carlos da Vila
O teu choro já não toca mais meu bandolim
Diz que minha voz sufoca teu violão
Afrouxaram-se as cordas e assim desafina
Que pobre das rimas da nossa canção
Hoje somos folha morta, metais em surdina
Fechando a cortina, vazio o salão
Se os duetos não se encontram mais
E os solos perderam a emoção
Se acabou o gás pra cantar o mais simples refrão
Se agente nota que uma só nota
Já nos esgota, o show perde a razão
Mas iremos achar o tom, um acorde com lindo som
E fazer com que fique bom, outra vez nosso cantar
E a gente vai ser feliz, olha nós outra vez no ar
O show tem que continuar
Nós iremos até Paris, arrazar no Olímpia
O show tem que continuar
Olha o povo pedindo bis, os ingressos vão se esgotar
O show tem que continuar
Todo mundo que hoje diz: acabou, vai se admirar
Nosso amor vai continuar
Arranjo de Teclado – Paulo Malaguti
Violão 7 Cordas – Josimar Monteiro
Cavaquinho – Neco
Violão 6 cordas – Gustavo Martins
Percussão – Ovídio
Percussão – Marcelo Moreira
Coro – Gustavo Martins, Paulo Malaguti, Ana Braga e Sônia Martins
04. CORAÇÃO SEM SAÍDA
Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro
Ah! Por toda vida a vida me ensinou
Ninguém deve chorar de mal de amor
Mas agora você foi embora
E sem querer a lágrima rolou
Não dava pra estancar a minha dor
Minha alma ficou tão doída e a tristeza resolveu chegar
Coração terminou sem saída
Porque a vida disse que um homem não chora
Acho que agora a vida se enganou
Pois em questão de amar nem tudo é flor
E é bom chorar de mal de amor
Arranjo e Teclado – Paulo Malaguti
Violão – Zé Carlos
Baixo Acústico – Luiz Alves
Percussão – Edu Szajnbrum
Harmônica – Israel Meirelles
05. MEU SILÊNCIO
Cláudio Nucci e Luiz Fernando Gonçalves
Velho companheiro
Que saudade de você
Onde está você
Choro nesse canto a tua ausência, teu silêncio
E a distância que se fez tão grande
E levou você de vez daqui
Sabe companheiro
Algo em mim também morreu
Desapareceu, junto com você
E hoje esse meu peito mutilado
Bate assim descompassado
Que saudade de você
Arranjo e Piano Elétrico – Paulo Malaguti
06. TODO SENTIMENTO
Cristóvão Bastos e Chico Buarque
Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir, no último momento,
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder, te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu
Arranjo e Teclado – Paulo Malaguti
Violão – Zé Carlos
Baixo Acústico – Luiz Alves
Percussão – Edu Szajnbrum
Harmônica – Israel Meirelles
07. MISTÉRIO DA RAÇA
Luiz Melodia e Ricardo Augusto
Vim de lá
Vim da praça, mistério da raça,
Cachaça pra se beber, se beber
Qualquer um
No enredo da graça nós somos cachaça pra se beber, se beber
Lado sul, eu freqüento Ipanema
Sistema, cachaça pra se beber, se beber
No sonho dos meus sonhos
Quando eu sonho o mundo está pra se acabar
No fato, no relato, quando eu passo
O mundo está pra se acabar
Quem não pisa na terra não sente o chão
Luz é vida, é pulsação
Luz é vida, é pulsação
Luz é vida, é pulsação
Arranjo e Teclado – Paulo Malaguti
Baixo Elétrico – Papito
Guitarra – Paulo Muylaert
Sax Soprano – Marcelo Bernardes
Bateria e Percussão – Edu Szajnbrum
08.NASCI PARA SONHAR E CANTAR
D. Ivonne Lara e Délcio Carvalho
O que trago dentro de mim preciso revelar
Eu solto um mundo de tristeza que a vida me dá
Me exponho a tanta emoção
Nasci para sonhar e cantar
Na busca incessante do amor que desejo encontrar
Tanta gente por aí que não terá
A metade do prazer que sei gastar
Dou amor, sou madrugada
Que padece e não esquece
Que há sempre um amanhã
Para o seu pranto secar
Arranjo e Violão – Josimar Monteiro
Baixo Elétrico – Ney Conceição
Bateria – Sérgio Vieira
Teclado – Eliane Salek
Percussão – Paulino Dias
Sax e Clarinete – Dirceu Leite
09. CORDAS DE AÇO
Cartola
Ah! Essas cordas de aço
Esse minúsculo braço do violão
Que os dedos meus acariciam
Ah! Esse bojo perfeito que trago junto ao meu peito
Só você violão compreende porque perdi toda a alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher até hoje está nos esperando
Solte o seu som da madeira
Eu, você e a companheira
À madrugada iremos pra casa cantando
Arranjo e Violão 7 Cordas – Josimar Monteiro
Flauta – Dirceu Leite
10. HOJE
Taiguara
Hoje trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero, a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje trago no olhar imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje as minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo, acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje homens de aço esperam da ciência
Eu espero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta vivo em minha sorte
Ah! Sorte, eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei
Arranjo e Violão Solo – Renato Alvim
Violão Base – Gustavo Martins
Harmônica – Israel Meirelles
11. SAMBA DOBRADO
Djavan
Vai ser pior ainda quando amanhecer
Tudo que se tem pra cantar, não dá pra embalar, nem pra devolver
O direito de escolher a música melhor pra se dançar
Quem faz parte dessa cena, pode rodar
Pra cumprir a mesma pena não é preciso ensaiar
Tá combinado
Basta aprender sambar dobrado
Basta aprender sambar dobrado
Basta aprender sambar dobrado
Basta aprender sambar dobrado
Arranjo, Teclado e Baixo Sampler – Paulo Malaguti
Violão – Renato Alvim
Percussão – Beto Cazes
Sax Tenor – Marcelo Bernardes
12. PRA QUE CHORAR
Baden Powell e Vinícius de Moraes
Pra que chorar
Se o sol vai raiar, se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer se a lua vai nascer e é só o sol se por
Pra que chorar se existe amor
A questão é só de dar, a questão é só de dor
Quem não chorou, quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer
Pra que chorar, pra que sofrer
Se há sempre um novo amor em cada amanhecer
Arranjo e Teclado – Paulo Malaguti
Violão 7 cordas – Josimar Monteiro
Cavaquinho – Neco
Violão 6 Cordas – Gustavo Martins
Percussão – Ovídio
Percussão – Marcelinho Moreira
Trombone – Vittor Santos
Coro – Gustavo Martins, Paulo Malaguti, Ana Braga e Sônia Martins
13. MEU RIO
Humberto Teixeira da Silva e Nelcy Noronha
Rio, beleza de um sonho
És na verdade criança
És a esperança, és o amor
Meu Rio
Gota de Orvalho mais linda que o céu já chorou
E bem no seio da flor tão feliz lá ficou, assim
Flor, este brasil imenso que sofre sorrindo
Gota de Orvalho, meu Rio que é de Janeiro
Sebastião, nosso santo, fiel padroeiro
Rio do samba, da bola, da praia e do mar
Rio do povo alegre que vive a cantar, porque
Rio beleza de um sonho
És na verdade criança
És a esperança, és o amor
Meu Rio
Arranjo e Teclado – Paulo Malaguti
Violão – Gustavo Martins
Baixo Elétrico – Paulo Brandão
Bateria – Edu Szajnbrum
Percussão – Sidon Silva
Harmônica – Israel Meirelles
14. SÚPLICA
João Nogueira e Paulo César Pinheiro
O corpo, a morte leva
A voz some na brisa
A dor sobe pras trevas
O nome, a obra imortaliza
A morte benze o espírito
A brisa traz a música
Que na vida é sempre luz mais forte
Ilumina a gente além da morte
Vem a mim, ó música!
Vem no ar
Ouve de onde estás a minha súplica
Que eu bem sei, talvez não seja a única
Vem a mim, ó música
Vem secar do povo as lágrimas
Que todos já sofrem demais
E ajuda o mundo a viver em paz
Arranjo e Violão 7 Cordas – Josimar Monteiro
Cavaquinho – Tércio Borges
Baixo Elétrico – Ney Conceição
Bateria – Sérgio Vieira
Percussão – Paulino Dias
Clarinete e Trombone Sampler – Dirceu Leite